
Todo Comissário de Bordo atua no interior aeronave nacional ou estrangeira, zelando pela segurança dos passageiros, demonstrando os procedimentos de emergência e realizando o serviço de bordo, seja ele gratuito ou pago, à exemplo, de muitas empresas no mundo.
Além de ter o curso de comissário, gostar de pessoas, ter prazer em se relacionar com outras pessoas e atender bem, é recomendado ter um segundo idioma, o que pode ajudar na atuação em empresas nacionais e internacionais, e não é exigido experiência, o que facilita a muitos jovens que queiram iniciar nesta profissão.
Para um candidato, o que dificulta é a adaptação longe da família e amigos, devido à maioria dos processos seletivos, os quais são na maior parte das vezes longos e concorridos, além dos baseamentos e treinamentos dados pelas empresas nacionais, que são concentrados sempre em São Paulo. Isso ocorre pelo menos para muitos jovens, como conta Thiago Andreazzi, 23 anos, comissário de bordo da TAM.
"A minha maior dificuldade no início da carreira, foi a adaptação longe da família, amigos e namorada, onde precisei ficar 45 dias em São Paulo em treinamento, sem voltar para casa, morando sozinho e me virando com o pouco que recebia, já que no treinamento não ganhamos os adicionais que é o que faz a diferença em nossa remuneração no final do mês. Passei por várias noites de saudades e muitas vezes até chorei, pois foi uma fase bem difícil."
Essa profissão dá a oportunidade ao profissional de conhecer diferentes lugares e se encantar com eles, é o caso, da comissária de bordo, Ana Correa, 33 anos, da GOL/VARIG, que diz conhecer nosso país muito bem, apesar de ter gostado da Alemanha em uma de suas viagens, por ser um país rico culturalmente e com uma qualidade de vida elevada.
Hoje em dia, é imprescindível que um comissário saiba falar outro idioma, como por exemplo, o Inglês, mesmo que muitas empresas regionais (empresas que realizam voos entre cidades de grande, médio e pequenos portes, principalmente) não exijam aqui no Brasil.
"Na aviação, todos os termos são nesse idioma, mesmo no caso dos voos nacionais e todos os dias há clientes estrangeiros que usam o inglês para se comunicar e também, numa possível emergência, onde poderá haver estrangeiros. Por isso é importante dominar o inglês", de acordo com Ana Correa.
Ser bem remunerado, conhecer pessoas no Brasil e no mundo, não ter uma rotina de trabalho, não ter horário fixo e trabalhar em datas comemorativas, são as vantagens e desvantagens desta profissão.
Outro ponto que está sendo descutido, ultimamente, diverge muitas opiniões, é a venda de serviço de bordo. O perfil das empresas vem mudando nos últimos 2 anos, e a venda de serviço de bordo nos voos acima de 2 horas de duração, é a principal mudança e a prática deste novo serviço, deixa claro que não compromete em nada a segurança de voo e nem desvaloriza a profissão pois é dado um treinamento por parte das empresas, muito rigoroso e periódico. No Brasil, esta nova modalidade à bordo é utilizada pela empresas GOL/VARIG e WEBJET.
"Realmente o cenário mudou muito há alguns anos e bons profissionais se adaptam às grandes mudanças, comigo não foi diferente, e de forma alguma essas mudanças desvalorizam a profissão, o que desvaloriza, são os maus profissionais", como conta, Ana Correa.
É sempre bom lembrar, que a partir do momento em que o cliente entra em um avião, a sua segurança e conforto são de responsabilidade do comissário de bordo. Para quem quer ter uma oportunidade de ser comissário de bordo, diversas empresas brasileiras estão dando essa oportunidade e são cerca de 2100 vagas. Basta o candidato cadastrar seu currículo através dos sites das empresas, como a GOL/VARIG (650 vagas/clique aqui), TAM (1200 vagas/clique aqui), TRIP (50 vagas/clique aqui), WEBJET (100 vagas/clique aqui), entre outras empresas.
Por: Orlando Fernandes.
