No último dia 11 de setembro, foi o aniversário de 9 anos dos ataques as torres gêmeas nos EUA e entre outros que ocorreram na mesma data. Diante disso, uma pequena igreja cristã americana pretendeu queimar exemplares do Alcorão - o livro sagrado do Islamismo, e tal atitude gerou protestos em países de maioria mulçumana e de autoridades americanas nos EUA.
Nos últimos dias, foram registradas manifestações na Indonésia e no Afeganistão contra as intenções da Igreja Dove World Outreach Center, localizada na Florida. Com isso o comandante das forças da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) no Afeganistão, o general David Petraeus, afirmou que o ato colocaria em risco a vida de soldados no país.
Segundo Patraeus, a queima de livros poderia ser usada por extremistas para incitar atos de violência contra militares e civis.
Ápos declarações do porta-voz da Casa Branca e do general, o pastor Terry Jones, da igreja cristã americana, afirmou, por meio de um comunicado, entendia as críticas, mas disse que manteria os planos de queimar exemplares do livro sagrado dos mulçumanos.
Em comentários na rede americana de televisão CNN na última terça-feira, 14, o pastor disse saber que a ação ofenderia mulçumanos em geral, mas que "a mensagem que estariam tentando enviar para a parte radical do Islã é mais importante". Segundo Jones, a ação pretendia mostrar que os americanos não iriam tolerar a "imposição das leis muçulmanas" nos EUA.
Segundo Petraeus, os EUA estariam muito preocupados com as implicações de uma possível queima do Alcorão, pois esta atitude colocaria muito provavelmente em risco os soldados americanos. Ainda disse, pensar que as imagens desta atividade poderiam muito bem serem usadas por extremistas nos EUA e em várias partes do mundo. Eles poderiam usar para inflamar a opinião pública e para incitar a violência contra os soldados e civis americanos.
Na mesma terça-feira, o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, afirmou que "qualquer atividade que possa ameaçar nossos soldados será uma preocupação para o governo".
A nova polêmica surgiu em um momento que um projeto de construção de uma mesquita próxima ao local onde ficavam as Torres Gêmeas, em Nova York, vem causando protestos nos EUA. Já na página da internet, a igreja liderada por Jones, que tem cerca de 50 fiéis, traz um texto intitulado "Dez razões para queimar um Alcorão", no qual compara o islamismo ao nazismo e ao comunismo.
No site é possível comprar exemplares do livro Islam is of the Devil ("O Islã é o demônio", em tradução livre), escrito pelo próprio Jones, assim como camisetas e canecas com a frase.
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Por: Orlando Fernandes
Fonte: Estadão.com.br
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